segunda-feira, 17 de maio de 2010

Autonomia e Independência

Gradualmente a criança se torna capaz de assumir algumas tarefas e a sua autonomia, mas para isso os pais tem que estar preparados para deixar que as crianças tenham algumas experiências. Isso irá acontecer normalmente, conforme ela for sendo estimulada pelos adultos com quem convive.
Conforme o desenvolvimento infantil, a criança é capaz de desenvolver algumas atividades, segue abaixo um pequeno roteiro:

2 a 3 anos: já é capaz de trocar brinquedos com os amigos e não mais tomá-los a força, de sentar-se a mesa durante o lanche e de se alimentar sozinho.
3 a 4 anos: Nessa fase ela é capaz de cumprir regras de convivência construídos coletivamente e realizar tarefas como carregar a própria mochila e tirar o material escolar. Pode ainda usar o banheiro com a supervisão de um adulto.
4 a 5 anos: Manuseia os objetos pessoais e quando tem dificuldade motora solicita ajuda. Também tem condições de escolher com o que vai brincar. Troca de roupas sozinho, ajuda o professor na escola e participa de atividades em grupo.
5 a 6 anos: Já é capaz de escolher os amigos e brincadeiras. E também já pode ser responsável pelos seus materiais e brinquedos.

Algumas dicas:

Comer sozinha: entre 6 meses e 1 ano - com a supervisão do adulto, já pode levar pedaços de fruta(ex: banana ou mamão) sozinha até a boca. Com 1 ano pode começar a aprender a usar a colher.

Trocar a mamadeira pelo copo: a utilização do copo exercita a autonomia.

Largar a chupeta: até os 2 anos. A chupeta, álem de comprometer a arcada dentária, pode atrasar o desenvolvimento da fala, pois compromete os movimentos da lingua e dos lábios.

Deixar de usar fraldas: entre 2 e 4 anos. Quando a criança está pronta para tirar as fraldas, geralmente ela consegue avisar se está suja, ou se algo vai acontecer. Ou então, se passa a acordar seca, ou a não sujar muitas fraldas durante o dia, também é um sinal. Até os 5 anos é normal deixar escapar o xixi de vez em quando.

Escovar os dentes sozinho: a partir de 4 anos com supervisão. Sem ajuda após os 6 anos mais ou menos.

Tomar banho sozinho: a partir dos 6 anos.

Dormir na casa de um amiguinho: a partir dos 6 anos. Evidentemente essa decisão depende do grau de maturidade e grau de independência. Os pais devem ter cuidado para não pular etapas.

Navegar na Internet: a partir dos 6 anos. Mas não deve ocupar muitas horas do dia, e os pais devem supervisionar o uso.

Ganhar um celular: a partir dos 10 anos.

Receber mesada: a partir dos 6 anos (semanal) e 14 anos (mensal) - aos 6 anos a criança vivencia as primeiras situações de consumo longe dos pais, como a compra de um lanche na cantina da escola. Mais importante do que o valor é a forma como ele será gasto. Mesada não é prêmio, é um instrumento de educação. A criança deve prestar conta dos gastos. Ela também deve ser estimulada a poupar, o que constitui um aprendizado útil sobre planejamento e autocontrole.

Ir sozinho para a escola: entre 13 e 14 anos. Aos 11 anos os pais já devem ir ensinando o trajeto e ensinando a pegar o ônibus, etc. Já devem também ir ensinando a evitar atitudes de risco, como recusar carona de desconhecidos e andar, sempre que possível, na companhia de amigos.

Muitas dessas dicas são controversas e gera muita discussão entre os pais. De qualquer forma, essas fases variam de acordo com cada realidade familiar e de acordo com a maturidade de cada criança. Acredito que cada pai deve tentar conhecer ao máximo o seu filho, dessa maneira ele sabe definir o que seu filho já é capaz de fazer.

A fonte de algumas dessas dicas é a Revista Veja.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Terapia em grupo: fazer ou não fazer??

Muita gente tem um pouco de resistência quando é indicada para participar de um grupo terapêutico e tem a falsa idéia de que numa terapia individual os resultados serão muito mais rápidos e eficazes!!!
Na realidade os dois tipos de terapia são muito eficazes, o caminho trilhado é diferente, mas o resultado final é muito gratificante.
Afinal, como funciona e o que é um grupo terapeutico??? É um grupo de pessoas, com necessidades semelhantes, que se reunem com um objetivo. E cada pessoa do grupo tem a sua individualidade.
É um espaço para compartilhar vivências, alegrias, preocupações, conflitos, sentimentos, etc.
O grupo é formado com a participação de todas as pessoas envolvidas naquele contexto. Um grupo nunca é igual ao outro, cada grupo é constituido de pessoas diferentes e suas histórias de vida; a união dessas diferentes identidades irá formar a identidade do grupo.
O grupo, enfim, envolve um processo de construção coletivo, onde cada participação fará com que se chegue a uma solução. São diferentes maneiras de lidar com situações semelhantes. É a possibilidade de aprender com a vivência do outro que o diferencia da terapia individual. E a demanda de assuntos costumam emergir do próprio grupo.
Geralmente as pessoas envolvidas no processo terapêutico em grupo se comprometem de verdade com este tipo de atendimento. E costuma ser muito prazeiroso a troca de experiências e vivências. As pessoas se identificam umas com as outras, o vinculo realmente acontece e o sigilo é muito levado a sério.
Os grupos podem ser fechados, ou abertos e com diferentes objetivos. Aqui foi falado mais do modelo fechado. Em breve poderão ser explorados mais o funcionamento do grupo aberto.

sábado, 27 de março de 2010

Imaginação ou Fantasia: Um pé na realidade!

Falamos antes da importância da imaginação da criança no seu processo de desenvolvimento, para lidar com situações de carência, abandono, ou em alguns casos de confusão e má orientação. Muitas pessoas nos perguntaram sobre a questão dos "amigos imaginários", se é saudável, se é normal... até perguntas de origem espiritual nós recebemos.

Não vamos entrar na questão espiritual porque não cabe aqui, mas estamos à disposição para discutir o assunto através de nosso e-mail, para evitar maiores polêmicas.

Toda criança possui uma mente imaginativa muito exacerbada. São capazes de criar histórias, personagens e, muitas vezes, músicas com praticamente qualquer coisa. Quem nunca tentou criar uma história, um conto, ou mesmo uma canção, e viu-se empacado no lugar? A idéia estava ali, mas simplesmente parecia que não a alcançava.

Toda criança possui grande facilidade em acessar este conteúdo imaginativo. Na verdade, algumas linhas da psicologia tratam da questão da Mente Criativa como um contato íntimo com a natureza infantil, ou criança-interior, de todos nós. Quando uma pessoa é muito criativa, é comum ser chamada de "infantil". Ou o contrário, uma pessoa monótona e sem brilho ser chamada de "velha".

Exercitar este processo, esta Mente Criativa, é muito saudável. Criar novas brincadeiras, novas palavras, nomes, e em alguns casos até mesmo brincar de faz-de-conta, fingindo ser outra pessoa, um personagem de filme ou desenho, ou algo totalmente diferente. Muitas vezes, é a forma de nossa mente inconsciente lidar com idéias e conteúdos que estão subliminares ao momento em que vivemos. Com as crianças não é diferente, e nem poderia.

Imaginação e Fantasia estão associados. A Imaginação é uma propriedade natural do ser humano, referente à sua capacidade de trazer à mente uma experiência vivida através dos sentidos, lembrando de uma pessoa, objeto, situação, e revivendo seu contato com o(s) mesmo(s) através do pensamento e da lembrança abstrata.

Já a fantasia está mais ligada à criatividade, pois difere da Imaginação por não ter relação com a realidade, propriamente. Trata-se de um processo mais elaborado, onde a própria realidade pode ser deixada de lado. Ou seja, podemos não só lembrar, como na Imaginação, mas também modificar aquilo que imaginamos da forma que quisermos.

Este processo é conhecido como "Compensação", ou seja, pegamos uma situação real experimentada, muitas vezes vivida de uma forma negativa, como um constrangimento, uma frustração, ou uma experiência dolorosa, por exemplo, e a transformamos em algo mais prazeroso, ou mesmo divertido, de se viver e/ou lembrar.

Isto apenas deixará de ser saudável caso torne-se um processo muito forte para a pessoa, principalmente para a criança. O que chamamos de mentira, para ela pode ser uma fantasia, e se mau orientada pode seguir dois caminhos: Pode ser vista como algo infantil, e tratado como uma brincadeira sem importância, ou pode tornar-se um processo criativo deturpado, onde a mente da pessoa (principalmente da criança) torna aquela fantasia verdadeira, perdendo o contato com a realidade e experimentando as "falsas lembranças" como sendo reais.

É muito importante ficar atentos à esta questão, percebendo os limites da brincadeira e a importância destes conteúdos referenciais para a criança, pois deles depende a formação de sua própria personalidade, sua identidade e, mais importante, seu caráter.

Um processo criativo baseado na Imaginação saudável, consciente da realidade, pode promover um desenvolvimento saudável, baseado em regras e conceitos sociais bem elaborados e aceitos.

No entanto, um processo baseado em fantasias irreais pode causar um desenvolvimento deturpado, baseado em regras não-aceitas e conceitos inexistentes senão na mente da criança, que a cada dia passa a dar uma importância cada vez maior àqueles conteúdos, tornando-se verdadeiramente "doente".

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Esquizofrenia Infantil

E esquizofrenia é um disturbio mental muito sério, que afeta a rotina da pessoa, uma vez que a pessoa sofre de alucinações e delírios. Geralmente é um distúrbio que inicia-se na adolescência, por volta dos 17 - 30 anos, mas existem casos mais raros do inicio ocorrer na infância.
Os sintomas podem ser: delírios, alucinações, distúrbios do pensamento. Estes podem ocorrer em crises ou surtos. Pode ocorrer a falta de cuidados com a higiene pessoal, a dificuldade de fazer planos, falar de seus sentimentos, dificuldade de falar sobre suas sensações. E pode ser prejudicial também para o processo de atenção/concentração, e para a memória. Não ocorre necessariamente todos esses sintomas juntos, por isso a importância de uma avaliação psiquiatrica, uma vez que é bastante difícil de se fechar este diagnóstico.
A causa da esquizofrenia ainda não foi descoberta. Existem hipóteses de ser uma combinação de fatores ambientais e genéticos.
O tratamento da esquizofrenia se faz com terapia psicológica, juntamente com medicamentos antipsicóticos, com o intuito de se controlar os sintomas. Na terapia psicológica é possivel conseguir bons resultados na comunicação, dando especial ênfase na autoestima da criança, resultando numa melhora na socialização. Mas é importante salientar que nesses casos é impresindível a criança estar medicada e com os sintomas mais controlados.
A participação da família e incentivo é muito importante. Pois o papel dela será dar suporte ao tratamento, fiscalizar se está usando corretamente os medicamentos e também na afetividade, essencial para a criança.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Depressão de Fim de Ano!

É tempo de paz e alegria, tempo de comemorar e reunir a família. É tempo de festejar e celebrar o ano que vai, e o ano que vem. Pra onde olhamos, vemos decorações coloridas e iluminadas, vemos a alegria estampada no rosto das pessoas (ou assim parece), mas também deparamos com um lado mais sombrio das Festas de Fim de Ano, nos perguntando: "Por que eu não me sinto assim?"

Às vezes, este tempo de lembrar e celebrar nos faz recordar de mais do que gostaríamos. Lembrar das promessas não cumpridas, lembrar das mágoas e tristezas, da distância de nossos entes queridos e de tudo aquilo que as propagandas anunciam e que não podemos ter.

Vivemos num mundo comercial, onde tudo é feito para se vender ou ser comprado, ao menos se pensarmos de forma simplista e imediatista. Esta percepção é apenas uma lente, uma de muitas que podemos usar para enxergar nossas vidas e nossas escolhas, e de como escolhemos lidar com nossas conquistas ou com nossa frustração.

Esquecemo-nos de que a vida é feita de coisas simples, seja um sorriso, um gesto, um carinho. São mais importantes e valiosos do que muitos presentes bonitos.

Neste Fim de Ano, muitas pessoas se deparam com um mal muito sutil da nossa sociedade, e que muitas vezes nunca nos damos conta. As energias se renovam e escolhas são feitas. Mas um lado nosso sempre pensa no pior, sempre sofre com a distância ou quando olha pra trás e pensa em tudo aquilo que (ainda) não conseguiu pôr em prática em suas vidas. É a chamada DEPRESSÃO DE FIM DE ANO.

Quem nunca se sentiu triste, mesmo no meio da própria família, naquele delicioso jantar de natal? Ou mesmo, distante de algum ente querido, não pensa mais na falta deste que não está do que naqueles tantos outros que ali estão?

Depressão é um estado de "inatividade" que nos acomete quando deixamos que nossa tristeza nos domine. Paramos de pesnar no lado bom das festas para sofrer com os pontos negativos. E infelizmente, vivemos num mundo material que nos faz querer comprar e ter como solução para os nossos problemas. Mas quanto mais compramos, menos temos, e quanto mais queremos ter, menos ficamos satisfeitos. E o ciclo se repete.

Em outras palavras, quanto mais tentamos esconder nossos sentimentos com coisas materiais, presentes, objetos, badulaques, etc., mais forte ela fica, pois torna-se um problema que, sem perceber, passamos a alimentar e não a lidar com ele. Assim, quando voltamos a encará-lo, ele parece estar mais forte e "sem solução".

Precisamos ser sinceros com nós mesmos, e olhar pra nossas mentes e nossos corações com olhos simples e diretos. Fazer a pergunta que poucos têm coragem (tente. Vai ver que não é tão fácil): "O que eu estou sentindo HOJE?

Os dias são simplesmente sussessões de "Hojes", meses são semanas, semanas são dias e dias são horas. Não adianta prometer que "O próximo ano vai ser diferente", se nem sentimos vontade de sair da cama no dia seguinte. Ou que "vou mudar este comportamento no ano que entra", mas esquece de, no dia a dia, fazer a mudança.

É dando um passo de cada vez que transformamos nossas vidas, um dia depois do outro, uma escolha depois da outra. Não se muda o mundo de uma vez, e sim pessoa a pessoa.

Cada escolha é única e importante nas nossas vidas. Mas não basta fazê-las. Temos de VIVÊ-LAS no nosso cotidiano. Só assim sairemos da inatividade e da sombra que nos colocamos, e só assim transformaremos esta Depressão de Fim de Ano numa Promessa de Fim de Ano.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Auto Estima

"O importante não é o que fazemos de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós" Jean Paul Sartre
Sabemos que o ser humano é um ser social porque este desenvolve-se na relação que estabelece com o outro, pois primeiro é preciso sentir-se amado, para posteriormente amar a si mesmo, e por fim amar ao outro.
A auto estima como o próprio nome indica depende do amor que recebemos e do que gostaríamos de ter recebido enquanto bebês, crianças e mais tarde adultos. A auto estima resulta do sentimento do que a pessoa é e do que gostaria de ser, quanto maior a diferença entre o que somos e o que gostaríamos de ser, menor será a auto estima.
Os efeitos de uma baixa auto estima foram e continuam a ser estudados e comprovados, como resultados temos problemas relacionais, pertubações do comportamento alimentar como a bulimia e a anorexia, perturbações do humor como a depressão, perturbações da ansiedade como as fobias, etc. A baixa auto estima está no cerne de grande parte das nossas questões. Em suma, para nos estimarmos mais temos que nos conhecer melhor:
- Conhecemo-nos quando aprendemos a valorizar as nossas diferenças e semelhanças com o outros;
- crescemos quando percebemos que não somos e nem seremos perfeitos, resta-nos viver o melhor que pudermos, acreditando nas nossas capacidades e lutando para atingir os nossos objetivos.
A auto estima modifica-se e enriquece-se à medida que as experiências se sucedem e que a personalidade se desenvolve.
Toda pessoa consegue uma alta auto estima quando atinge êxitos iguais ou superiores às suas ambições. Durante a vida, a medida que passa por múltiplas experiências, a auto estima pode modificar-se, aumentar ou diminuir temporariamente. As mudanças que ocorrem nas diversas fases da vida integram-se numa continuidade. Surge, então, um sentimento de unidade e de coerência interior.
Dicas para aumentar a sua auto estima:
-Ser mais tolerante com os erros e/ou defeitos dos outros e com os seus, aceitar melhor as diferenças;
- Valorizar as suas virtudes e aspectos positivos;
- Praticar tanto quanto possível uma alimentação saudável, melhorando a sua saúde e disposição para enfrentar os problemas que surgem no dia a dia;
- Praticar exercício físico e mental, estimulando as suas capacidades físicas e cognitivas através de atividades que lhe proporcionem prazer;
- Sentir-se útil e vinculado, seja no trabalho ou em casa com a família e/ou amigos. Aumentando assim o seu sentimento de pertença, afinal é na relação que estabelecemos com os outros que aprendemos e nos desenvolvemos.

Um texto de Duí Kafure Rocha
Psicóloga em Portugal.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Deficiência Visual

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição de respostas visuais, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento químico e/ou cirurgico e uso de óculos convencionais.
A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda(que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total de resposta visual(cegueira).
CEGOS - é considerado cedo aquele indivíduo que somente tem a percepção da luz ou que não tem nenhuma visão. Precisam aprender através do sistema Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão. Tanto a visão subnormal como a cegueira total pode afetar a pessoa em qualquer idade, podendo tornar-se deficiente em qualquer fase da vida.
VISÃO REDUZIDA - acuidade visual dentro de 6/20 e 6/60, no melhor olho, após correção máxima. Sob o enfoque educacional, trata-se de resíduo visual que permite ao educando ler impressos a tinta, desde que os empreguem recursos didáticos e equipamentos especiais.
CAUSAS - As principais causas da deficiência visual são: as infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas; as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em congênitas oi adquiridas. As CONGÊNITAS podem ser: malformação oculares, glaucoma, catarata(rubéola e infecções na gestação), retinopatia(prematuridade), corioretinite(por toxoplasmose na gestação), atrofia óptica(problema no parto), degenerações retinianas(Sindrome de Leber) e deficiência visual cortical(encelofalopatias, convulsão e alterações no sistema nervoso). E as adquiridas podem ser: traumas oculares, catarata, degeneração senil da mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas a hipertensão arterial ou diabetes.
Vários são os fatores de risco da deficiência visual, citados nos Parâmetros Curriculares Nacionais(2002), alguns mais comuns são: histórico familiar de deficiência visual por doença de caráter hereditário, como exemplo o Glaucoma; - histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar ao comprometimento visual, como a esclerose múltipla; - senilidade: catarata, degeneração senil da mácula; - não realização de cuidados pré natais e prematuridade; - não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas, como no manejo da solda elétrica; - não imunização contra rubéola da população feminina em idade produtiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita, e consequentemente acometimento visual.
Em todos os casos citados, deve ser realizada uma avaliação oftalmológica para um diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.
DESENVOLVIMENTO: Todos podem se desenvolver, podem aprender, desde que sejam ensinados e mediados nesse processo. Temos que garantir igualdade de condições. Deve-se orienta-la, para que utilize os outros sentidos a fim de completar seus conhecimentos sempre que for necessário: tocar os objetos para conhece-los melhor, receber explicações a respeito de tudo o que não estiver vendo bem. É muito importante que a mãe brinque com a criança, descrevendo as cenas e as ações.

domingo, 29 de novembro de 2009

Lidando com a depressão!

Quem nunca se sentiu triste, cansado sem saber por que e sem vontade para nada? Todos temos um lado assim, que nos pede para descansar, relaxar e não nos preocupar com nada. Afinal, na nossa sociedade, vivemos tempos agitados. Sempre vemos um motivo para parar e deixar as coisas de lado. Trabalho, escola, estudos, obrigações...

Com tantos afazeres assim, muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos. Nossos sonhos e metas, esquecemos das nossas necessidades, deixando-nos em segundo plano diante daquilo que parece realmente importante em nossas vidas. Nos preocupamos demais com o que é imediato, que esquecemos de cuidar de nós mesmos. Afinal, sonhar é importante, mas cuidar da vida é muito mais, colocá-los em prática e ver as coisas acontecendo.

Ou então vivemos pelo outro. Num relacionamento, abrimos mão de nossas vidas para ajudar o(a) companheiro(a) a realizar seus sonhos e suas conquistas, e deles desfrutamos como se fossem nossos. E novamente, nossos sonhos são deixados para depois. Sempre pra depois.

Mas ninguém além de nós mesmos tem culpa por isto. Compartilhar a vida pode parecer bom e importante numa relação, qualquer que seja (casamento, namoro, amizade, familiar...), mas a relação mais importante de todas nunca pode ser esquecida, que é "nós, com nós mesmos". Famílias crescem e seguem seu rumo. Casamentos podem terminar, e amigos podem parar sde se falar por 'N' razões. Mas nós nunca nos deixamos em paz, nunca partimos. Podemos, por uma série de razões, nos abandonar, mas cedo ou tarde a vida cobra seu preço, pelo tempo que passamos, e como o aproveitamos... se é que aproveitamos.

Apenas nós sabemos o que é bom pra nós. Pois como dizem, o que serve pra um pode não servir pra outro. Por não saber o que fazer, nos prendemos a conselhos, horóscopos, cartomantes, promessas, etc.. Mas no final, deixamos de escolher, de cuidar de nossas vidas.

Como mudar isso?

A resposta está nas pequenas coisas, nas mais insignificantes, pois todo edifício, por maior que seja, não passa de tijolos e concreto. Também a nossa vida é feita assim. Nossos tijolos são nossas metas, nossas conquistas e nossos ideais, e nosso concreto são nossas emoções. Se faltar um deles que seja, tudo vem à baixo. E não há culpados.

Assim, temos de olhar em volta. Mais do que pensar, temos de agir diante de nossa vida. Pois como falei, a solução está nas coisas mais insignificantes. Por exemplo, simplesmente sair de casa, abrir uma janela e receber o sol em nossos rostos. Banal? Talvez. Mas muito importante, pois há pessoas que sucumbem à depressão de tal maneira que nem isso conseguem fazer. Olham a vida pela janela sem nunca interagir. Conversam com seus amigos pelo telefone (ou internet), e já está de bom tamanho.

Mas o ser humano é um ser social, que precisa do contato. Precisa ver, falar, tocar... Só assim se sentirá completo. Precisamos da troca, do carinho de um sorriso, do calor de uma carícia, ou de um simples beijo no rosto para nos sentirmos vivos.

Então, pra começar nossos dias, eu sugiro simplesmente abrir nossas "janelas", parando de olhar o mundo através de uma película. Vamos vê-lo como realmente é, cheio de cores, e sonhos, e sentimentos, e lutas, e conquistas. Vamos construir nosso edifício o mais sólido possível. Pois devemos isto a nós mesmos.

Todas as manhãs, vá até a porta de casa, ou até o quintal, ou até a sacada ou janela do apartamento, olhe para o sol e deixe-se tocar por ele. Sinta o calor, respire o ar puro do mundo fora de nossas casas, de nossa "segurança", e vamos começar a viver nossas vidas.

"Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia"
(Engenheiros do Hawaii - Muros e Grades)

Não mais sonhar, não mais esperar, tocar o chão com nossos pés descalços e sentir a energia que corre por nossas veias. Colocar a mão no peito e sentir nossos corações batendo, pedindo para viver...

Dizendo: "Mais... Mais.. Mais..."


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Porque pais e professores sentem-se perdidos?

A educação das crianças, que tradicionalmente cabia aos pais, hoje está sendo dividida com a escola. Não adianta a escola atribuir a educação de seus alunos aos respectivos pais e nem os pais exigirem da escola tal função. A situação atual é conflitiva e temos de ajudar a resolvê-la, para o benefício de uma geração, pois a educação virou uma batata quente que ninguém quer segurar.
As crianças estão indo para a escola para ser educadas e algumas para ser criadas. Não é a toa que a dificuldade de lidar com os alunos tem aumentado. A indisciplina é o resultado quase natural da falta de educação.
O que se observa hoje é a falência da autoridade dos pais em casa, do professor em sala de aula, do orientador na escola. É claro que as excessões existem.
Professores e Orientadores tem dificuldade de estabelecer limites na sala de aula e não sabem até que ponto intervir nos comportamentos adotados nos pátios escolares.
Recuperar a autoridade fisiológica não significa ser autoritário, cheio de desmandos, injustiças e inadequações.
A Autoridade é algo natural que deve existir sem descargas de adrenalina, seja para se impor ou se submeter, pois é reconhecida espontaneamente por ambas as partes. Assim o relacionamento se desenvolve sem atropelos.
Já o autoritarismo, ao contrário, é uma imposição que não respeita as características alheias, provocando submissão e mal estar, tanto na adrenalina de quem impõe, tanto na depressão de quem se submete. O segredo que difere o autoritarismo do comportamento autoritário adotado para que a outra pessoa(filhos ou alunos) torne-se mais educada ou disciplinada é o respeito pela auto estima.
A auto estima é o sentimento que faz com que a pessoa goste de si mesma, aprecie o que faz e aprove suas atitudes. Trata-se de um dos mais importantes ingredientes do nosso comportamento - e um ítem fundamental para se estabelecer a disciplina.
Na infância a auto estima fundamental é alimentada toda vez que a criança realiza algo e isso pode ser dimensionado. Aplaudir ou reprovar fora de hora, quando realmente não é merecido, distorce essa auto estima.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Stress : o que é isso?

O homem enquanto espécie é programado para manter-se vivo e melhorando (ou piorando) o mundo para poder habitá-lo. O que mudou ao longo dos séculos foram as armas : machados e tacapes foram substituídos por agressões verbais ou cartas de demissão. As flechas envenenadas são críticas destrutivas e o incêndio na caverna inimiga pode ser uma inesperada mudança na política econômica.

Apesar de não precisarmos mais enfrentar feras e intempéries na base da força bruta nem caçar a comida de todos os dias (afinal, a caça está a nossa espera no supermercado, cortada e embalada), nosso corpo funciona como o dos habitantes das cavernas, a despeito do progresso da espécie. Em outras palavras, embora os mamutes tenham desaparecido há várias eras, o homem continua biologicamente preparado para enfrentá-los. E os "mamutes da vida moderna" estão fantasiados de pressões no ambiente em que vivemos. São esses "mamutes" que provocam nossa reação de estresse. Você já pensou quantos mamutes enfrenta por dia?

Pressão e estresse são palavras usadas geralmente como sinônimas, mas têm sentidos diferentes. Referem-se a dois componentes inseparáveis dos mecanismos de interação indivíduo-ambiente. A pressão está no ambiente enquanto estresse é a reação das pessoas às pressões. Dessa forma, distinguir pressão de estresse é importante para uma abordagem preventiva. Igualmente importante é admitir que não há ambiente sem pressões.

Basta prestar atenção a nossa volta para perceber a quantidade de exigências ou pressões de natureza física ou psicológica e social que incidem sobre nosso organismo. É interessante notar que elas podem ser tanto negativas quanto positivas. Assim, tanto uma demissão repentina quanto uma promoção inesperada podem conduzir reações de estresse.

A reação de estresse pode ser definida como uma mobilização generalizada, padronizada e inconsciente dos recursos energéticos naturais do corpo quando confrontado com um elemento estressor.

A caça aos mamutes organizacionais é o primeiro passo de um programa de prevenção do estresse, embora eles não estejam apenas no ambiente da Organização. É fácil reconhecê-los. Em termos individuais, eles podem estar disfarçados de expectativas pessoais, noções de valores, objetivos de vida, receio de envelhecimento, experiências anteriores malsucedidas ou arranhões na própria imagem.

Na família, os mamutes se escondem nas dificuldades de compatibilização entre o lar e o trabalho e adoram o disfarce duplo das expectativas do cônjuge e dos filhos, sem falar no próprio nascimento e crescimento das crianças e nos traumas da separação.

Em termos sociais, enfrentar mamutes é conviver com instabilidades econômicas e políticas, adaptar-se a contínuas mudanças de valores e suportar pressões, por exemplo. Mamutes, portanto, não faltam. O importante agora é identificá-los. E caçá-los com rapidez e eficiência.